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Fundador Sr. SantosJosé Santos dedica-se de corpo e alma à apicultura...

A empresa Apisantos é uma empresa familiar e tradicional que se dedica desde há muitos anos à elaboração, fabrico e venda de materiais e utensílios para a apicultura, assim como à exploração apícola propriamente dita.

Conheceu a paixão pelas abelhas ainda na flor da idade quando outros deveres soavam mais alto. Mas não descansou enquanto não se dedicou a tempo inteiro à apicultura. Pelo caminho, contagiou a família e hoje, com 70 anos, possui cerca de 506 colmeias e conhece, como poucos, o estranho mundo deste insecto.

A voz embarga-se pela emoção e os olhos enchem-se de lágrimas. O assunto não é triste mas José Santos revela aquilo que lhe vai na alma quando começamos a falar da sua maior paixão: as abelhas. Actualmente com 70 anos, este apicultor já leva mais de metade da sua vida a dedicar-se a estes pequenos insectos que gostam de flores, produzem mel tem uma fêmea como líder e não gostam mesmo nada de ser perturbadas. Quando tal acontece reagem com uma ferroada venenosa com sintomas nada agradáveis para a vitima.

Mas nada disto interessa a este apicultor completamente identificado com a realidade e a vida destas operárias incansáveis. "Tenho uma paixão muito grande pelas abelhas. A sua natureza é mesmo uma coisa espantosa. Dá-nos vida", afirma, entusiasmado. A admiração está patente em cada palavra, em cada descrição de um mundo que conhece como poucos. "Elas trabalham muito e se ninguém as incomodar não fazem mal a ninguém. Quando o tempo está agreste nessa altura até podem picar. Mas quando elas não podem trabalhar devido ao mau tempo até ando desanimado", garante.

José Santos trabalhou 26 anos como funcionário público nos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento. Um emprego como outro qualquer que não lhe proporcionava qualquer realização mas que servia para pagar as contas. Por isso, ainda novo quando tinha tempo livre passava-o no antigo matadouro de Matosinhos onde existia um colmeal. Passava horas entretido a observar as abelhas e a ouvir os ensinamentos do veterinário Sá Dantas. "Ensinou-me muita coisa sobre as abelhas. O resto fui aprendendo mais tarde com outros apicultores e lendo alguns livros".


À medida que foi tomando contacto com estes insectos, cresceu o desejo de ter um colmeal e de se iniciar na apicultura. A oportunidade surgiu quando menos esperava. "Um dia, fui tratar de uma avaria na Senhora da Hora e quando subia a um poste olhei para um pinheiro e vi um enxame. Foi assim que tudo começou". A partir desse momento, José Santos envolveu-se de alma e coração na criação de abelhas e acabou por contagiar a família. Os dois filhos tornaram-se apicultores e a esposa acampanha o marido para todo o lado. Seguiram-se viagens ao Gerês, Bragança, Espanha e qualquer local onde pudessem ter um contacto directo com a apicultura. Uma actividade que com o tempo acaba por se tornar viciante: "Quando temos cinco gostávamos de ter 10. Há uma vontade de ter cada vez mais e de ver aquilo crescer", explica.

O filho mais novo, Fernando, ainda chegou a graduar-se na área de informática mas nunca chegou a exercer e o mais velho, Artur, nunca quis outro emprego. "Decidiram-se pela apicultura. Levantam-se quando querem. Não têm horários. É uma vida ao ar livre mas sabem que têm que trabalhar muito quando é preciso e é tempo de produção", explica. A lei impede os criadores de possuir abelhas em plena cidade. "Só em terrenos baldios onde não se encontra ninguém. Não podemos trabalhar junto às casas", comenta. Por isso, compraram campos onde podem criar estes insectos livremente. Junto à costa, o trabalho das abelhas só é possível até ao mês de Junho. "A partir dessa altura vamos para o Gerês onde ainda se mantêm em actividade até Setembro".

No entanto, e como José Santos não sabe viver sem o contacto com as suas abelhas, a casa onde habita tem cerca de 20 pequenos colmeais. "Elas até já estão semidomesticadas e não incomodam ninguém. Os vizinhos até nem se importam".

Bendita reforma que há cerca de 15 anos, José Santos reformou-se o que lhe permitiu dedicar-se em exclusivo à apicultura. Fundou uma empresa denominada Termicolmeia e multiplicaram-se os contactos com clientes nacionais e estrangeiros. Actualmente possuem cerca de 506 colmeias e para além do mel dedicam-se também à venda de utensílios próprios para a criação de abelhas e produção de mel. "Andamos sempre à procura de coisas novas, mais evoluídas. Neste ramo, há sempre novidades a aparecer e temos que andar informados", defende.

As feiras de apicultura são os palcos privilegiados para a troca de ideias e partilha de informação. "Todos os anos vamos a feiras em Espanha e trocamos impressões com os nossos amigos espanhóis". Em Portugal deixou de participar nas feiras porque não "vale a pena". "Desisti. Pagava bastante dinheiro pelo stand e não temos ajudas nenhumas". No entanto exibe com orgulho as fotografias dessas feiras com a visita de figuras políticas como Mário Soares, Almeida Santos ou Ramalho Eanes. "As melhores recordações que tenho na minha vida estão relacionadas com a apicultura. Agora sei que vou fazer aquilo que realmente gosto até ao final dos meus dias".


   A partir de 1978 a família Santos decidiu dedicar-se à apicultura a tempo inteiro, sendo actualmente representada pelos filhos através da empresa APISANTOS.

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    José Santos viria a formar a sua própria empresa no ramo - a TERMICOLMEIA - em 1981, partindo para uma plataforma mais profissional mas não esquecendo nunca o amor e dedicação com que iniciou esta actividade. 

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    Em 1991, a paixão e o negócio continuou a dar frutos, desta feita pela mão dos filhos, Artur Santos e Fernando Santos, com o nome APISANTOS.

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    Em 2001 surgiu a vontade de crescer e inovar. Partindo de um sonho antigo a família Santos começou a desenhar a vontade de construir novas instalações, capazes de competir ao mais alto nível nacional e internacional no ramo da alimentação - Mel e produtos derivados, Geleia real, Pólen e Própolis.

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    Surge em 2005 uma nova unidade fabril onde actualmente se insere a Unidade Industrial de Extracção, Filtragem e Embalamento de mel com o intuito de lançar os seus próprios produtos tendo como objectivo principal alcançar a curto prazo um lugar de destaque no mercado nacional, sendo ela uma MELARIA TRADICIONAL CERTIFICADA.